Exibições de arte urbana
Conheça as mentes brilhantes por trás das cores que dão vida às nossas cidades.
Da periferia de São Paulo para o mundo. Nascido em 1975 no Jardim Martinica, bairro pobre da zona sul paulistana, o artista Eduardo Kobra tornou-se um dos mais reconhecidos muralistas da atualidade, com obras em 5 continentes.
Desde os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, ele detém o recorde de maior mural grafitado do mundo – primeiro com ‘Etnias’, pintado para celebrar o evento, com 2,5 mil metros quadrados; marca superada por ele mesmo em 2017, com uma obra em homenagem ao chocolate.
Uma de suas obras mais famosas é ‘O Beijo’, executada em 2012 no High Line, em Nova York. Kobra começou a desenhar em muros na clandestinidade, como pichador, ainda durante a adolescência. O gosto pela espontânea arte de rua já era visível no garoto.
Ficou conhecida por criar um universo lúdico e bem particular, pintando delicadas meninas de olhos grandes e expressivos, que misturam uma dose de ingenuidade com a delicadeza feminina e um toque de sensualidade. Com o tempo as obras também foram ganhando novos personagens, como gatos, abelhas, peixes e outros pequenos animais.
Nascida em 1977 na cidade de Tupã, interior de São Paulo, a artista se mudou para a capital paulista ainda bebê. Na adolescência experimentou a emoção da primeira pintura de rua, que ficou registrada na Avenida Tiradentes em São Paulo.
Os primeiros trabalhos se caracterizaram pelo registro do seu nome com letras estilizadas e aos poucos a artista foi transferindo suas meninas para os muros da cidade.
OSGEMEOS (1974, São Paulo, Brasil), Gustavo e Otávio Pandolfo, sempre trabalharam juntos. Quando crianças, nas ruas do tradicional bairro do Cambuci (SP), desenvolveram um modo distinto de brincar e se comunicar através da arte.
Com o apoio da família, e a chegada da cultura Hip Hop no Brasil nos anos 80, OSGEMEOS encontraram uma conexão direta com seu universo mágico e dinâmico e um modo de se comunicar com o público. Exploravam com dedicação e cuidado as diversas técnicas de pintura, desenho e escultura, e tinham as ruas como seu lugar de estudo.
Panmela nasceu e cresceu no bairro da Penha, subúrbio do Rio de Janeiro. Graduada em Pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em Processos Artísticos Contemporâneos pelo Instituto de Artes da UERJ, sua arte tem influência das questões relacionadas ao corpo feminino e ao diálogo com a urbe.
Foi criada por sua família conservadora de classe média baixa. Sua mãe enfrentou uma série de dificuldades financeiras e episódios de violência doméstica com seu primeiro marido, até que decidiu fugir e se casou novamente. Foi aos 15 anos que a artista, ainda muito nova, precisou trabalhar para ajudar nas despesas de casa.